EMBALAGENS: O DESAFIO DA SUSTENTABILIDADE
O assunto sustentabilidade deixa de ser apenas uma pauta para ecologistas e começa a se tornar uma exigência de mercado. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, é cada vez maior o interesse dos brasileiros em relação às práticas socioambientais das empresas.
O percentual de companhias que se preocupavam com este assunto era de 72% em 2004 e, na contagem entre 2006 e 2007, esta cifra já atinge 77% das empresas. No meio de diversos setores que começam a se preocupar e a divulgar ações voltadas para o meio ambiente e responsabilidades socioambientais sustentáveis, o segmento de embalagens também quer garantir o seu lugar no time dos que prezam por um mundo melhor.
Através da DEFENSORIA DA ÁGUA está sendo desenvolvido um programa de capacitação para os DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE NO SÉCULO 21 com a realização de diversos seminários.
O primeiro seminário da série, realizado no auditório do Hotel Braston na capital paulista, em 7 de maio passado, contou com a participação de pesquisadores, profissionais e empresários do setor de embalagens plásticas flexíveis e resultou na criação do INSTITUTO BRASILEIRO DE EMBALAGENS SUSTENTÁVEIS em fase de organização.
O segundo seminário ocorreu na cidade de Salto Grandem interior paulista, nos dias 6,7 e 8 de junho, marcando a SEMANA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE 2008 coma inauguração do Centro de Formação VITTÓRIO CALIA, onde está sediado o OBSERVATÓRIO LATINO AMERICANO DA ÁGUA, ligado à Embaixada Mundial da Água, sediada em Genebra na Suiça e contou com a participação de trabalhadores, técnicos e empresários do setor metalúrgico.
O terceiro seminário ocorreu dia 28 de junho, novamente na sede do Centro de Formação VITTÓRIO CALIA e será focado em GESTÃO ESTRATÉGICA< AVALIAÇÃO DE RISCOS< INCLUSÃO DIGITAL e SEIS SIGMA.
SETOR DE EMBALAGENS SE ORGANIZA PELA SUSTENTABILIDADE
As atitudes tomadas pelo setor incluem diversas ações diferentes. Além de apostas na reciclagem, fabricantes de plástico, começam a adotar a tecnologia de OXIBIODEGRADAÇÃO com aplicação do ADITIVO D2W que permite a redução para - no máximo 2 anos - o período de degradação do plástico.
Os plásticos convencionais levam mais de 400 e causam enormes males ao ambiente, além de ser fonte de doenças como a dengue. A tecnologia da OXIBIODEGRADAÇÃO é vista pela DEFENSORIA DA ÁGUA como a mais sustentável para o momento, em razão da excessiva presença do plástico na cultura de consumo. Plásticos de fontes renováveis, como é o caso dos plásticos provenientes do milho ou do etanol não tem escala e sua produção cria passivos sociais.
Novas opções começam a surgir. A substituição das sacolinhas de supermercado - predominantemente de plástico convencional - começam a ser substituídas em muitas cidades e estados, por oxibiodegradáveis, por força de leis que vem sendo aprovadas nas Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas. O Paraná saiu na frente, seguido pelo Espirito Santo e, agora, Goiás.
Grandes empresas estão promovendo ações de conceito consciente para dar uma acelerada neste processo, principalmente por exigência de suas matrizes, comenta Morelli. Os plásticos oxibiodegradáveis são utilizados em mais de 50 países.
O assunto sustentabilidade está bastante em pauta na indústria de embalagens, não só no Brasil, mas no mundo todo. "Aqui no Brasil, temos visto muitas empresas assumindo as novas tecnologias. Há uma discussão mundial muito grande e a sociedade tende a priorizar materiais com alto poder de biodegradabilidade e o oxibio é uma excelente alternativa.
"Temos percebido que, de forma geral, este é um assunto que já é presente na vida do consumidor. Todavia, apesar de ele saber da existência das novas tecnologias, ainda há muita desinformação, isso serve para os compradores de insumos das fábricas de embalagens.
Segundo o Instituto ETHOS, a preocupação com sustentabilidade vai dar valor as empresas, já que ganha cada vez mais importância para o seu cliente final, que é o consumidor. Neste sentido, os fornecedores de embalagem e de matéria-prima têm de ajudar a conscientizar os seus clientes, para que as ações se ampliem", recomenda Morelli.
Arquivado em 29 de julho de 2008