TRIBUNAL BERTRAND RUSSELL
O filósofo e matemático britânico Bertrand Russel (1872-1970), Prêmio Nobel de Literatura em 1950, era contra a Guerra do Vietnã, apoiou o movimento sufragista, o pacifismo e os direitos humanos.
Em seu grupo, em Cambridge destacavam-se Keynes, Roger Fry, Ludwig Wittgenstein, Leonard Woolf, Alfred Tennyson, Strachey, Wordsworth e Coleridge.
O Tribunal Bertrand Russell (TBR) foi um organismo ético destinado a “julgar” países que não promoviam a justiça social, inclusive sul-americanos, os quais eram acusados de “violadores dos direitos da pessoa humana”.
Sua primeira edição foi constituída em Londres, em 1966, pelo secretário pessoal de Russell. Por pressão dos serviços secretos britânicos, o TBR foi transferido para Estocolmo, Suécia, onde foi convocado, pela primeira vez, para julgar crimes cometidos pelos americanos no Vietnã.
A segunda edição em Roma, presidida pelo jurista Lelio Basso ( então senador comunista. Os países, então processados foram: Brasil, Paraguai, Guatemala, Haiti, Porto Rico, Chile, Uruguai e Bolívia, sob ditaduras militares. Nele testemunharam Miguel Arraes, Fernando Gabeira, Frei Tito, Onofre Pinto, Gregório Bezerra.
Em janeiro de 1975, após analisar extenso informe do professor brasileiro na Universidade de Vincennes, Francisco Andrade, o TBR condenou o Brasil, além de julgar também o Chile, o Uruguai e a Bolívia, culpados de “crimes contra a humanidade”.